Estudo Esclesiastes 12 – A Síntese da Sabedoria

Eclesiastes 12.13

No capítulo 12 de Eclesiastes, o autor conclui sua reflexão sobre a vida e a busca por significado. Ele começa destacando a importância de lembrar do Criador nos dias da juventude, antes que a velhice e a debilidade física cheguem. O autor descreve poeticamente a decadência do corpo na velhice, usando imagens vívidas para ilustrar a fragilidade humana.

Ele usa metáforas como o sol escurecendo, as nuvens retornando após a chuva e os guardas da casa (braços) e os moedores da boca (dentes) enfraquecendo. Essas descrições pintam um quadro sombrio da velhice e da deterioração do corpo humano. O autor também fala sobre a diminuição dos sentidos e da vitalidade na velhice, até a chegada da morte.

O autor conclui sua reflexão repetindo o tema recorrente do livro, declarando que “tudo é vaidade”. No entanto, ele não termina com um tom de desespero, mas sim com uma nota de ensinamento.

Ele enfatiza que, além de ser sábio, ele também compartilhou seu conhecimento com o povo e compôs muitos provérbios. Ele ressalta a importância das palavras dos sábios, que podem ser como aguilhões e pregos bem-fixados, servindo como guias e ensinamentos valiosos.

O autor adverte sobre o perigo de buscar o conhecimento em excesso, enfatizando que o muito estudar pode se tornar cansativo para a carne.

No entanto, ele resume sua sabedoria em uma frase simples e poderosa: “Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem”. Ele lembra que Deus trará todas as obras à justiça, incluindo aquelas que estão ocultas, e que cada pessoa será responsável por suas ações, sejam elas boas ou más.

Em última análise, o capítulo 12 de Eclesiastes encerra o livro com um apelo à reverência a Deus, à observância de Seus mandamentos e à consciência da prestação de contas diante d’Ele. Isso é apresentado como o propósito e a responsabilidade de toda a humanidade.

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Eclesiastes 12

A velhice

Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer;

antes que se escureçam o sol, a lua e as estrelas do esplendor da tua vida, e tornem a vir as nuvens depois do aguaceiro;

no dia em que tremerem os guardas da casa, os teus braços, e se curvarem os homens outrora fortes, as tuas pernas, e cessarem os teus moedores da boca, por já serem poucos, e se escurecerem os teus olhos nas janelas;

e os teus lábios, quais portas da rua, se fecharem; no dia em que não puderes falar em alta voz, te levantares à voz das aves, e todas as harmonias, filhas da música, te diminuírem;

como também quando temeres o que é alto, e te espantares no caminho, e te embranqueceres, como floresce a amendoeira, e o gafanhoto te for um peso, e te perecer o apetite; porque vais à casa eterna, e os pranteadores andem rodeando pela praça;

antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço,

e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.

Vaidade de vaidade, diz o Pregador, tudo é vaidade.

Conclusão

O Pregador, além de sábio, ainda ensinou ao povo o conhecimento; e, atentando e esquadrinhando, compôs muitos provérbios.

10 Procurou o Pregador achar palavras agradáveis e escrever com retidão palavras de verdade.

11 As palavras dos sábios são como aguilhões, e como pregos bem-fixados as sentenças coligidas, dadas pelo único Pastor.

12 Demais, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne.

13 De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem.

14 Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más.

 

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