Estudo Mateus 18 – A Parábola da Ovelha Perdida

Mateus 18.12

Neste capítulo de Mateus 18, Jesus aborda diversos temas importantes. Ele começa respondendo à pergunta dos discípulos sobre quem é o maior no reino dos céus, enfatizando a importância da humildade e da conversão, comparando os que se tornam como crianças como os maiores no reino dos céus.

Também destaca a importância de receber e cuidar das crianças em Seu nome.

Em seguida, Jesus fala sobre a gravidade de fazer com que os pequeninos, aqueles que creem nele, tropecem. Ele adverte que é melhor sofrer a perda de uma parte do corpo do que causar escândalo e tropeço aos outros, e Ele utiliza metáforas fortes para enfatizar a seriedade dessa questão.

Jesus então apresenta a parábola da ovelha perdida, ilustrando o amor de Deus pelo perdido e a alegria que Ele sente ao resgatar aqueles que se extraviaram. Ele enfatiza que é a vontade de Deus que nenhum dos pequeninos se perca.

O capítulo continua com ensinamentos sobre como tratar um irmão culpado que tenha pecado contra outro. Jesus descreve um processo de correção fraterno, começando com uma abordagem individual e, se necessário, envolvendo testemunhas e a igreja. Ele também fala sobre o poder da comunhão e da oração, destacando que onde dois ou três estão reunidos em Seu nome, Ele está presente.

A seguir, Pedro pergunta a Jesus quantas vezes deve perdoar um irmão que peca contra ele, sugerindo sete vezes. Jesus responde que o perdão deve ser concedido não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete, enfatizando a importância do perdão contínuo.

Finalmente, Jesus compartilha a parábola do credor incompassivo, que ilustra a importância do perdão que Deus nos concedeu e como devemos perdoar os outros da mesma maneira. A parábola adverte sobre as consequências de não perdoar os outros e destaca a importância do perdão mútuo entre os irmãos.

No final deste capítulo, Jesus reforça a necessidade de perdoar de coração, como um reflexo do perdão que Deus nos deu. Ele adverte que, se não perdoarmos sinceramente os outros, também não receberemos o perdão do Pai celestial.

Assim, Mateus 18 traz ensinamentos valiosos sobre humildade, cuidado com os pequeninos, correção fraterna e o perdão mútuo como princípios fundamentais na vida dos seguidores de Jesus.

———

Mateus 18

O maior no reino dos céus

Naquela hora, aproximaram-se de Jesus os discípulos, perguntando: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus?

E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles.

E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.

Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.

E quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe.

Os tropeços

Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar.

Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual vem o escândalo!

Portanto, se a tua mão ou o teu pé te faz tropeçar, corta-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno.

Se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida com um só dos teus olhos do que, tendo dois, seres lançado no inferno de fogo.

A parábola da ovelha perdida

10 Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos; porque eu vos afirmo que os seus anjos nos céus veem incessantemente a face de meu Pai celeste.

11 [Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido.]

12 Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, não deixará ele nos montes as noventa e nove, indo procurar a que se extraviou?

13 E, se porventura a encontra, em verdade vos digo que maior prazer sentirá por causa desta do que pelas noventa e nove que não se extraviaram.

14 Assim, pois, não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça um só destes pequeninos.

Como se deve tratar a um irmão culpado

15 Se teu irmão pecar [contra ti], vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão.

16 Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça.

17 E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano.

18 Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus.

19 Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus.

20 Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.

Quantas vezes se deve perdoar a um irmão

21 Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?

22 Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

A parábola do credor incompassivo

23 Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos.

24 E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.

25 Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o senhor que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía e que a dívida fosse paga.

26 Então, o servo, prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo, e tudo te pagarei.

27 E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida.

28 Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves.

29 Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo, e te pagarei.

30 Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida.

31 Vendo os seus companheiros o que se havia passado, entristeceram-se muito e foram relatar ao seu senhor tudo que acontecera.

32 Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste;

33 não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti?

34 E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida.

35 Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão.

 

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