Estudo Provérbios 25 – A Importância da Moderação e do Autocontrole

Provérbios 25.28

Os versículos deste livro oferecem conselhos práticos para a vida cotidiana, destacando a importância da moderação e do autocontrole.

Neste capítulo, encontramos lições sobre a humildade, alertando que buscar a glória e a atenção pessoal pode levar à vergonha. Aconselha-se que, ao invés disso, é preferível ser exaltado pelos outros do que buscar essa exaltação por si mesmo. A generosidade também é destacada, com uma ênfase na importância de compartilhar alimentos e recursos com os necessitados, refletindo assim a bondade e compaixão em nossas ações.

A paciência e a capacidade de perdoar são exaltadas como virtudes, pois as discussões e conflitos devem ser resolvidos com calma e gentileza. O capítulo também enfatiza a necessidade de reconhecer as próprias fraquezas e evitar a precipitação, pois a sabedoria está em ponderar antes de agir.

Além disso, o texto aborda a importância de sermos honestos em nossas palavras e relações interpessoais, sendo confiáveis e íntegros. A imagem de um anel de ouro em focinho de porco é usada para ilustrar a incompatibilidade da beleza externa com a falta de sabedoria.

Em resumo, Provérbios 25 nos convida a viver uma vida de humildade, generosidade, paciência e honestidade, buscando a sabedoria e o discernimento em nossas ações e palavras, a fim de construir relacionamentos saudáveis e uma sociedade mais justa e harmoniosa.

———

Provérbios 25

São também estes provérbios de Salomão, os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá.

A glória de Deus é encobrir as coisas,

mas a glória dos reis é esquadrinhá-las.

Como a altura dos céus e a profundeza da terra,

assim o coração dos reis é insondável.

Tira da prata a escória,

e sairá vaso para o ourives;

tira o perverso da presença do rei,

e o seu trono se firmará na justiça.

Não te glories na presença do rei,

nem te ponhas no meio dos grandes;

porque melhor é que te digam: Sobe para aqui!,

do que seres humilhado diante do príncipe.

A respeito do que os teus olhos viram,

não te apresses a litigar,

pois, ao fim, que farás,

quando o teu próximo te puser em apuros?

Pleiteia a tua causa diretamente com o teu próximo

e não descubras o segredo de outrem;

10 para que não te vitupere aquele que te ouvir,

e não se te apegue a tua infâmia.

11 Como maçãs de ouro em salvas de prata,

assim é a palavra dita a seu tempo.

12 Como pendentes e joias de ouro puro,

assim é o sábio repreensor para o ouvido atento.

13 Como o frescor de neve no tempo da ceifa,

assim é o mensageiro fiel para com os que o enviam,

porque refrigera a alma dos seus senhores.

14 Como nuvens e ventos que não trazem chuva,

assim é o homem que se gaba de dádivas que não fez.

15 A longanimidade persuade o príncipe,

e a língua branda esmaga ossos.

16 Achaste mel? Come apenas o que te basta,

para que não te fartes dele e venhas a vomitá-lo.

17 Não sejas frequente na casa do teu próximo,

para que não se enfade de ti e te aborreça.

18 Maça, espada e flecha aguda é o homem

que levanta falso testemunho contra o seu próximo.

19 Como dente quebrado e pé sem firmeza,

assim é a confiança no desleal, no tempo da angústia.

20 Como quem se despe num dia de frio

e como vinagre sobre feridas,

assim é o que entoa canções junto ao coração aflito.

21 Se o que te aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer;

se tiver sede, dá-lhe água para beber,

22 porque assim amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça,

e o Senhor te retribuirá.

23 O vento norte traz chuva,

e a língua fingida, o rosto irado.

24 Melhor é morar no canto do eirado

do que junto com a mulher rixosa na mesma casa.

25 Como água fria para o sedento,

tais são as boas-novas vindas de um país remoto.

26 Como fonte que foi turvada e manancial corrupto,

assim é o justo que cede ao perverso.

27 Comer muito mel não é bom;

assim, procurar a própria honra não é honra.

28 Como cidade derribada, que não tem muros,

assim é o homem que não tem domínio próprio.

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