Estudo Mateus 24 – O Sermão Profético

Mateus 24.13

No capítulo 24 do livro de Mateus, encontramos um discurso de Jesus conhecido como “O Sermão Profético”. Neste sermão, Jesus fala aos seus discípulos sobre diversos temas, incluindo a destruição do templo, o princípio das dores, a grande tribulação, a sua própria vinda e a necessidade de vigilância.

Primeiramente, Jesus prediz a destruição do templo, afirmando que não ficará pedra sobre pedra que não seja derribada. Isso deixa os discípulos perplexos, e eles procuram entender os sinais que indicarão o cumprimento dessas profecias.

Jesus alerta sobre o surgimento de falsos cristos e falsos profetas, que enganarão muitos. Ele também menciona que haverá guerras, fomes, terremotos e perseguições, mas esses eventos são apenas o princípio das dores.

Ele adverte que seus seguidores serão perseguidos e odiados por causa de seu nome, mas aqueles que perseverarem serão salvos. Jesus também anuncia que o evangelho do reino será pregado por todo o mundo antes do fim.

Jesus descreve uma época de grande tribulação, como nunca antes vista, e aconselha seus seguidores a estarem preparados e a fugirem quando virem o abominável da desolação. Ele exorta à oração para que a fuga não ocorra no inverno ou no sábado.

Em seguida, Jesus fala sobre sua própria vinda, quando o sol escurecerá, a lua não dará claridade e as estrelas cairão do céu. Ele será visto vindo nas nuvens do céu com poder e glória, e seus anjos reunirão os escolhidos dos quatro cantos da Terra.

Jesus compara sua vinda à parábola da figueira, onde os sinais indicam a proximidade do evento. Ele enfatiza que, embora ninguém saiba o dia e a hora exatos, é crucial estar vigilante e preparado.

Finalmente, Jesus conta a parábola do bom servo e do mau servo, destacando a importância da fidelidade e da prudência em sua ausência. O servo fiel é abençoado, enquanto o servo mau é punido, exemplificando a necessidade de estar sempre preparado para a vinda do Filho do Homem. Este sermão profético de Jesus serve como uma advertência e um chamado à vigilância constante para seus seguidores.

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Mateus 24

O sermão profético

A destruição do templo

Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo.

Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.

O princípio das dores

No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século.

E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane.

Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos.

E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.

Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares;

porém tudo isto é o princípio das dores.

Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome.

10 Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros;

11 levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos.

12 E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos.

13 Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.

14 E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.

A grande tribulação

15 Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda),

16 então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes;

17 quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa;

18 e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa.

19 Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias!

20 Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado;

21 porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais.

22 Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados.

23 Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis;

24 porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos.

25 Vede que vo-lo tenho predito.

26 Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto!, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa!, não acrediteis.

27 Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem.

28 Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres.

A vinda do Filho do Homem

29 Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.

30 Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória.

31 E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.

A parábola da figueira. Exortação à vigilância

32 Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão.

33 Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas.

34 Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça.

35 Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.

36 Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai.

37 Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem.

38 Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca,

39 e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem.

40 Então, dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro;

41 duas estarão trabalhando num moinho, uma será tomada, e deixada a outra.

42 Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor.

43 Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa.

44 Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá.

A parábola do bom servo e do mau

45 Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo?

46 Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim.

47 Em verdade vos digo que lhe confiará todos os seus bens.

48 Mas, se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: Meu senhor demora-se,

49 e passar a espancar os seus companheiros e a comer e beber com ébrios,

50 virá o senhor daquele servo em dia em que não o espera e em hora que não sabe

51 e castigá-lo-á, lançando-lhe a sorte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes.

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