Estudo Mateus 25 – Ensinamentos sobre o Reino dos Céus

Mateus 25.29

Mateus 25 apresenta três parábolas que ilustram importantes ensinamentos sobre o Reino dos Céus e o julgamento final. A primeira parábola narra a história de dez virgens, divididas em cinco néscias e cinco prudentes, todas aguardando a chegada do noivo.

As prudentes, prevenidas com azeite extra, conseguem manter suas lâmpadas acesas quando o noivo finalmente chega, enquanto as néscias ficam sem luz. Isso destaca a necessidade de estar preparado para a vinda do Senhor, pois ninguém sabe o momento em que Ele aparecerá.

A segunda parábola descreve um homem rico que, antes de partir em uma viagem, confia seus bens a três servos, cada um de acordo com sua capacidade.

Dois dos servos investem e duplicam o que receberam, ganhando elogios de seu senhor, enquanto o terceiro servo, por medo, enterra o dinheiro e não faz nenhum lucro.

Isso ensina sobre a responsabilidade de usar os talentos que Deus concede e a importância de não desperdiçar oportunidades.

A terceira parábola trata do grande julgamento final, quando o Filho do Homem se sentará no trono da glória e separará as pessoas como um pastor separa ovelhas de cabritos.

Aqueles que praticaram a bondade e ajudaram os necessitados serão chamados justos e herdarão o Reino preparado para eles. Por outro lado, aqueles que negligenciaram as necessidades dos outros serão condenados ao castigo eterno.

Essas parábolas destacam a importância da ação compassiva e da responsabilidade individual perante Deus, lembrando-nos de que seremos julgados com base em nossas ações e atitudes em relação aos outros.

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Mateus 25

A parábola das dez virgens

Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo.

Cinco dentre elas eram néscias, e cinco, prudentes.

As néscias, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo;

no entanto, as prudentes, além das lâmpadas, levaram azeite nas vasilhas.

E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram.

Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saí ao seu encontro!

Então, se levantaram todas aquelas virgens e prepararam as suas lâmpadas.

E as néscias disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão-se apagando.

Mas as prudentes responderam: Não, para que não nos falte a nós e a vós outras! Ide, antes, aos que o vendem e comprai-o.

10 E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas; e fechou-se a porta.

11 Mais tarde, chegaram as virgens néscias, clamando: Senhor, senhor, abre-nos a porta!

12 Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço.

13 Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.

A parábola dos talentos

14 Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens.

15 A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu.

16 O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco.

17 Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois.

18 Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor.

19 Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles.

20 Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei.

21 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

22 E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei.

23 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

24 Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste,

25 receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.

26 Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?

27 Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu.

28 Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez.

29 Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.

30 E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.

O grande julgamento

31 Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória;

32 e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas;

33 e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda;

34 então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.

35 Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes;

36 estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me.

37 Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber?

38 E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos?

39 E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar?

40 O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

41 Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.

42 Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;

43 sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me.

44 E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos?

45 Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer.

46 E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.

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