Estudo Marcos 7 – A Cura dos Enfermos

Marcos 7.37

Neste capítulo de Marcos 7, vemos os fariseus e escribas vindos de Jerusalém confrontando Jesus por causa das ações de seus discípulos, que estavam comendo pão com as mãos impuras, em desacordo com as tradições dos anciãos.

Jesus os repreende, citando uma profecia de Isaías sobre a hipocrisia do povo que o adora apenas com os lábios, mas seus corações estão longe de Deus. Ele acusa os fariseus de priorizarem as tradições humanas em detrimento dos mandamentos de Deus, usando o exemplo da prática de Corbã para evitar ajudar seus pais.

Em seguida, Jesus ensina à multidão que não é o que entra no homem de fora que o contamina, mas sim o que sai do seu coração. Ele lista uma série de pecados que vêm de dentro do coração humano e os contamina.

Jesus também viaja para as terras de Tiro e Sidom, onde uma mulher siro-fenícia pede a cura de sua filha possessa. Apesar de inicialmente recusar, Jesus finalmente concede sua petição devido à sua fé. Ele continua a realizar milagres, curando um surdo e gago, mostrando seu poder divino, mas pede que as pessoas não divulguem esses milagres.

A multidão fica maravilhada com os feitos de Jesus, reconhecendo que Ele realiza tudo de maneira esplêndida, curando os surdos e fazendo os mudos falar. Isso demonstra a autoridade e o poder de Jesus como Filho de Deus e Salvador.

———

Marcos 7

Jesus e a tradição dos anciãos. O que contamina o homem

Ora, reuniram-se a Jesus os fariseus e alguns escribas, vindos de Jerusalém.

E, vendo que alguns dos discípulos dele comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar

(pois os fariseus e todos os judeus, observando a tradição dos anciãos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos;

quando voltam da praça, não comem sem se aspergirem; e há muitas outras coisas que receberam para observar, como a lavagem de copos, jarros e vasos de metal [e camas]),

interpelaram-no os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos de conformidade com a tradição dos anciãos, mas comem com as mãos por lavar?

Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito:

Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.

E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.

Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens.

E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição.

10 Pois Moisés disse:

Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte.

11 Vós, porém, dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta para o Senhor,

12 então, o dispensais de fazer qualquer coisa em favor de seu pai ou de sua mãe,

13 invalidando a palavra de Deus pela vossa própria tradição, que vós mesmos transmitistes; e fazeis muitas outras coisas semelhantes.

14 Convocando ele, de novo, a multidão, disse-lhes: Ouvi-me, todos, e entendei.

15 Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai do homem é o que o contamina.

16 [Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.]

17 Quando entrou em casa, deixando a multidão, os seus discípulos o interrogaram acerca da parábola.

18 Então, lhes disse: Assim vós também não entendeis? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar,

19 porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e sai para lugar escuso? E, assim, considerou ele puros todos os alimentos.

20 E dizia: O que sai do homem, isso é o que o contamina.

21 Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios,

22 a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura.

23 Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem.

A mulher siro-fenícia

24 Levantando-se, partiu dali para as terras de Tiro [e Sidom]. Tendo entrado numa casa, queria que ninguém o soubesse; no entanto, não pôde ocultar-se,

25 porque uma mulher, cuja filhinha estava possessa de espírito imundo, tendo ouvido a respeito dele, veio e prostrou-se-lhe aos pés.

26 Esta mulher era grega, de origem siro-fenícia, e rogava-lhe que expelisse de sua filha o demônio.

27 Mas Jesus lhe disse: Deixa primeiro que se fartem os filhos, porque não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.

28 Ela, porém, lhe respondeu: Sim, Senhor; mas os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem das migalhas das crianças.

29 Então, lhe disse: Por causa desta palavra, podes ir; o demônio já saiu de tua filha.

30 Voltando ela para casa, achou a menina sobre a cama, pois o demônio a deixara.

A cura de um surdo e gago

31 De novo, se retirou das terras de Tiro e foi por Sidom até ao mar da Galileia, através do território de Decápolis.

3Então, lhe trouxeram um surdo e gago e lhe suplicaram que impusesse as mãos sobre ele.

33 Jesus, tirando-o da multidão, à parte, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e lhe tocou a língua com saliva;

34 depois, erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse: Efatá!, que quer dizer: Abre-te!

35 Abriram-se-lhe os ouvidos, e logo se lhe soltou o empecilho da língua, e falava desembaraçadamente.

36 Mas lhes ordenou que a ninguém o dissessem; contudo, quanto mais recomendava, tanto mais eles o divulgavam.

37 Maravilhavam-se sobremaneira, dizendo: Tudo ele tem feito esplendidamente bem; não somente faz ouvir os surdos, como falar os mudos.

 

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