Estudo Salmos 78 – A Providência Divina

Salmos 78.14

O Salmo 78 é um hino de louvor e ensinamento sobre a fidelidade de Deus para com o seu povo, especialmente no que diz respeito à história de Israel. Este salmo é um convite para as próximas gerações meditarem sobre os feitos do Senhor, a fim de que possam aprender com os erros dos seus antepassados e, assim, desfrutar das bênçãos da aliança divina.

O Salmo começa com uma exortação ao povo para que prestem atenção à mensagem que será transmitida. O salmista declara que a história de Israel não é apenas uma narrativa, mas um conjunto de ensinamentos valiosos sobre a fidelidade de Deus, a importância da obediência e as consequências da desobediência.

A seguir, o salmista começa a recontar a história de Israel desde a época em que Deus escolheu a tribo de Judá para liderar o povo. Ele fala sobre as maravilhas que Deus realizou, como as pragas do Egito, a abertura do Mar Vermelho e o sustento do povo com maná no deserto.

No entanto, o salmista também enfatiza os erros do povo, especialmente a sua teimosia e rebelião contra Deus. Ele destaca a importância da obediência, da confiança e do temor a Deus como elementos fundamentais para desfrutar das bênçãos da aliança divina.

O salmista conclui o salmo com uma exortação para que as gerações futuras aprendam com os erros dos seus antepassados e sigam os caminhos de Deus. Ele afirma que a fidelidade de Deus é inabalável e que a sua aliança é eterna.

Em resumo, o Salmo 78 é uma lição valiosa sobre a fidelidade de Deus, a importância da obediência e as consequências da desobediência. Ele é um convite para as próximas gerações meditarem sobre a história de Israel, aprender com os erros dos seus antepassados e desfrutar das bênçãos da aliança divina.

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Salmos 78

1 Escutai, povo meu, a minha lei; prestai ouvidos às palavras da minha boca.

2 Abrirei os lábios em parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos.

3 O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais,

4 não o encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do Senhor , e o seu poder, e as maravilhas que fez.

5 Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos,

6 a fim de que a nova geração os conhecesse, filhos que ainda hão de nascer se levantassem e por sua vez os referissem aos seus descendentes;

7 para que pusessem em Deus a sua confiança e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos;

8 e que não fossem, como seus pais, geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus.

9 Os filhos de Efraim, embora armados de arco, bateram em retirada no dia do combate.

10 Não guardaram a aliança de Deus, não quiseram andar na sua lei;

11 esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes mostrara.

12 Prodígios fez na presença de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoã.

13 Dividiu o mar e fê-los seguir; aprumou as águas como num dique.

14 Guiou-os de dia com uma nuvem e durante a noite com um clarão de fogo.

15 No deserto, fendeu rochas e lhes deu a beber abundantemente como de abismos.

16 Da pedra fez brotar torrentes, fez manar água como rios.

17 Mas, ainda assim, prosseguiram em pecar contra ele e se rebelaram, no deserto, contra o Altíssimo.

18 Tentaram a Deus no seu coração, pedindo alimento que lhes fosse do gosto.

19 Falaram contra Deus, dizendo: Pode, acaso, Deus preparar-nos mesa no deserto?

20 Com efeito, feriu ele a rocha, e dela manaram águas, transbordaram caudais. Pode ele dar-nos pão também? Ou fornecer carne para o seu povo?

21 Ouvindo isto, o Senhor ficou indignado; acendeu-se fogo contra Jacó, e também se levantou o seu furor contra Israel;

22 porque não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação.

23 Nada obstante, ordenou às alturas e abriu as portas dos céus;

24 fez chover maná sobre eles, para alimentá-los, e lhes deu cereal do céu.

25 Comeu cada qual o pão dos anjos; enviou-lhes ele comida a fartar.

26 Fez soprar no céu o vento do Oriente e pelo seu poder conduziu o vento do Sul.

27 Também fez chover sobre eles carne como poeira e voláteis como areia dos mares.

28 Fê-los cair no meio do arraial deles, ao redor de suas tendas.

29 Então, comeram e se fartaram a valer; pois lhes fez o que desejavam.

30 Porém não reprimiram o apetite. Tinham ainda na boca o alimento,

31 quando se elevou contra eles a ira de Deus, e entre os seus mais robustos semeou a morte, e prostrou os jovens de Israel.

32 Sem embargo disso, continuaram a pecar e não creram nas suas maravilhas.

33 Por isso, ele fez que os seus dias se dissipassem num sopro e os seus anos, em súbito terror.

34 Quando os fazia morrer, então, o buscavam; arrependidos, procuravam a Deus.

35 Lembravam-se de que Deus era a sua rocha e o Deus Altíssimo, o seu redentor.

36 Lisonjeavam-no, porém de boca, e com a língua lhe mentiam.

37 Porque o coração deles não era firme para com ele, nem foram fiéis à sua aliança.

38 Ele, porém, que é misericordioso, perdoa a iniquidade e não destrói; antes, muitas vezes desvia a sua ira e não dá largas a toda a sua indignação.

39 Lembra-se de que eles são carne, vento que passa e já não volta.

40 Quantas vezes se rebelaram contra ele no deserto e na solidão o provocaram!

41 Tornaram a tentar a Deus, agravaram o Santo de Israel.

42 Não se lembraram do poder dele, nem do dia em que os resgatou do adversário;

43 de como no Egito operou ele os seus sinais e os seus prodígios, no campo de Zoã;

44 e converteu em sangue os rios deles, para que das suas correntes não bebessem.

45 Enviou contra eles enxames de moscas que os devorassem e rãs que os destruíssem.

46 Entregou às larvas as suas colheitas e aos gafanhotos, o fruto do seu trabalho.

47 Com chuvas de pedra lhes destruiu as vinhas e os seus sicômoros, com geada.

48 Entregou à saraiva o gado deles e aos raios, os seus rebanhos.

49 Lançou contra eles o furor da sua ira: cólera, indignação e calamidade, legião de anjos portadores de males.

50 Deu livre curso à sua ira; não poupou da morte a alma deles, mas entregou-lhes a vida à pestilência.

51 Feriu todos os primogênitos no Egito, as primícias da virilidade nas tendas de Cam.

52 Fez sair o seu povo como ovelhas e o guiou pelo deserto, como um rebanho.

53 Dirigiu-o com segurança, e não temeram, ao passo que o mar submergiu os seus inimigos.

54 Levou-os até à sua terra santa, até ao monte que a sua destra adquiriu.

55 Da presença deles expulsou as nações, cuja região repartiu com eles por herança; e nas suas tendas fez habitar as tribos de Israel.

56 Ainda assim, tentaram o Deus Altíssimo, e a ele resistiram, e não lhe guardaram os testemunhos.

57 Tornaram atrás e se portaram aleivosamente como seus pais; desviaram-se como um arco enganoso.

58 Pois o provocaram com os seus altos e o incitaram a zelos com as suas imagens de escultura.

59 Deus ouviu isso, e se indignou, e sobremodo se aborreceu de Israel.

60 Por isso, abandonou o tabernáculo de Siló, a tenda de sua morada entre os homens,

61 e passou a arca da sua força ao cativeiro, e a sua glória, à mão do adversário.

62 Entregou o seu povo à espada e se encolerizou contra a sua própria herança.

63 O fogo devorou os jovens deles, e as suas donzelas não tiveram canto nupcial.

64 Os seus sacerdotes caíram à espada, e as suas viúvas não fizeram lamentações.

65 Então, o Senhor despertou como de um sono, como um valente que grita excitado pelo vinho;

66 fez recuar a golpes os seus adversários e lhes cominou perpétuo desprezo.

67 Além disso, rejeitou a tenda de José e não elegeu a tribo de Efraim.

68 Escolheu, antes, a tribo de Judá, o monte Sião, que ele amava.

69 E construiu o seu santuário durável como os céus e firme como a terra que fundou para sempre.

70 Também escolheu a Davi, seu servo, e o tomou dos redis das ovelhas;

71 tirou-o do cuidado das ovelhas e suas crias, para ser o pastor de Jacó, seu povo, e de Israel, sua herança.

72 E ele os apascentou consoante a integridade do seu coração e os dirigiu com mãos precavidas.

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