Estudo Apocalipse 12 – A Vitória de Cristo e do seu Povo

Apocalipse 12.10

O capítulo 12 do Livro do Apocalipse, na Bíblia, descreve uma visão altamente simbólica e apocalíptica. O texto começa com uma mulher grávida vestida de sol, que é interpretada como a representação da Igreja ou da Virgem Maria.

Ela está prestes a dar à luz um filho, simbolizando Jesus Cristo. No entanto, um grande dragão vermelho aparece, representando Satanás ou as forças do mal, que desejam devorar o filho assim que ele nasce.

Há uma batalha nos céus entre o dragão e seus anjos e Miguel com os seus anjos, que resulta na expulsão do dragão do céu. Essa guerra celeste é uma representação do conflito entre o bem e o mal.

A mulher é protegida e levada para o deserto por Deus, onde ela é cuidada e alimentada. Esse deserto pode ser interpretado como um lugar de refúgio e santidade.

O capítulo 12 do Apocalipse é uma visão cheia de simbolismo e significado espiritual, que tem sido interpretada de várias maneiras ao longo da história.

Ele representa a luta entre o bem e o mal, a proteção divina e a vitória final do bem sobre o mal através de Jesus Cristo. Essa visão desempenha um papel fundamental na teologia cristã e na compreensão da escatologia.

———

Apocalipse 12

A mulher e o dragão

Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça,

que, achando-se grávida, grita com as dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz.

Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas.

A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse.

Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono.

A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias.

Anjos pelejam no céu contra o dragão. A vitória de Cristo e do seu povo

Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos;

todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles.

E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos.

10 Então, ouvi grande voz do céu, proclamando:

Agora, veio a salvação, o poder,

o reino do nosso Deus

e a autoridade do seu Cristo,

pois foi expulso o acusador de nossos irmãos,

o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus.

11 Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro

e por causa da palavra do testemunho que deram

e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.

12 Por isso, festejai, ó céus,

e vós, os que neles habitais.

Ai da terra e do mar,

pois o diabo desceu até vós,

cheio de grande cólera,

sabendo que pouco tempo lhe resta.

O dragão persegue a mulher

13 Quando, pois, o dragão se viu atirado para a terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão;

14 e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente.

15 Então, a serpente arrojou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo rio.

16 A terra, porém, socorreu a mulher; e a terra abriu a boca e engoliu o rio que o dragão tinha arrojado de sua boca.

17 Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar.

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