Estudo Mateus 15 – A Segunda Multiplicação de Pães e Peixes

Mateus 15.36

No capítulo 15 de Mateus, Jesus é confrontado por fariseus e escribas vindos de Jerusalém, que questionam por que seus discípulos não seguem a tradição dos anciãos, especificamente a prática de lavar as mãos antes de comer.

Jesus responde, destacando que eles estão transgredindo o mandamento de Deus por causa de suas tradições humanas. Ele cita o mandamento de honrar pai e mãe e mostra como a tradição dos fariseus permitia que as pessoas se esquivassem desse dever sagrado, invalidando assim a palavra de Deus.

Jesus também critica os fariseus por sua hipocrisia, citando Isaías, e os acusa de honrá-lo apenas com os lábios, enquanto seus corações estão longe dele.

Ele destaca que as doutrinas ensinadas pelos fariseus são preceitos humanos. Jesus enfatiza que o que verdadeiramente contamina o homem não é o que entra pela boca, como alimentos não lavados, mas o que sai da boca, que reflete o que está no coração humano, como maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.

Após esse ensinamento, Jesus parte para a região de Tiro e Sidom, onde uma mulher cananeia busca sua ajuda para curar sua filha endemoninhada.

Inicialmente, Jesus não responde à mulher, mas seus discípulos pedem que ele a afaste. Jesus explica que foi enviado apenas para as ovelhas perdidas da casa de Israel, mas a mulher insiste com grande fé, chamando-se de “cachorrinhos” que comem as migalhas que caem da mesa dos donos.

Impressionado com sua fé, Jesus cura sua filha instantaneamente.

Em seguida, Jesus retorna ao mar da Galileia, onde multidões o seguem, trazendo doentes e pessoas com deficiência. Ele os cura, e as pessoas glorificam o Deus de Israel.

Posteriormente, Jesus se preocupa com a fome das multidões e realiza a segunda multiplicação de pães e peixes, alimentando quatro mil homens, além de mulheres e crianças, com apenas sete pães e alguns peixes, e ainda sobram sete cestos cheios.

O capítulo termina com Jesus partindo para o território de Magadã.

———

Mateus 15

Jesus e a tradição dos anciãos. O que contamina o homem

Então, vieram de Jerusalém a Jesus alguns fariseus e escribas e perguntaram:

Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos, quando comem.

Ele, porém, lhes respondeu: Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição?

Porque Deus ordenou: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte.

Mas vós dizeis: Se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: É oferta ao Senhor aquilo que poderias aproveitar de mim;

esse jamais honrará a seu pai ou a sua mãe. E, assim, invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição.

Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo:

Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.

E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.

10 E, tendo convocado a multidão, lhes disse: Ouvi e entendei:

11 não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem.

12 Então, aproximando-se dele os discípulos, disseram: Sabes que os fariseus, ouvindo a tua palavra, se escandalizaram?

13 Ele, porém, respondeu: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada.

14 Deixai-os; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco.

15 Então, lhe disse Pedro: Explica-nos a parábola.

16 Jesus, porém, disse: Também vós não entendeis ainda?

17 Não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre e, depois, é lançado em lugar escuso?

18 Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem.

19 Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias.

20 São estas as coisas que contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos não o contamina.

A mulher cananeia

21 Partindo Jesus dali, retirou-se para os lados de Tiro e Sidom.

22 E eis que uma mulher cananeia, que viera daquelas regiões, clamava: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente endemoninhada.

23 Ele, porém, não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, aproximando-se, rogaram-lhe: Despede-a, pois vem clamando atrás de nós.

24 Mas Jesus respondeu: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.

25 Ela, porém, veio e o adorou, dizendo: Senhor, socorre-me!

26 Então, ele, respondendo, disse: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.

27 Ela, contudo, replicou: Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos.

28 Então, lhe disse Jesus: Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres. E, desde aquele momento, sua filha ficou sã.

Jesus volta para o mar da Galileia e cura muitos enfermos

29 Partindo Jesus dali, foi para junto do mar da Galileia; e, subindo ao monte, assentou-se ali.

30 E vieram a ele muitas multidões trazendo consigo coxos, aleijados, cegos, mudos e outros muitos e os largaram junto aos pés de Jesus; e ele os curou.

31 De modo que o povo se maravilhou ao ver que os mudos falavam, os aleijados recobravam saúde, os coxos andavam e os cegos viam. Então, glorificavam ao Deus de Israel.

A segunda multiplicação de pães e peixes

32 E, chamando Jesus os seus discípulos, disse: Tenho compaixão desta gente, porque há três dias que permanece comigo e não tem o que comer; e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça pelo caminho.

33 Mas os discípulos lhe disseram: Onde haverá neste deserto tantos pães para fartar tão grande multidão?

34 Perguntou-lhes Jesus: Quantos pães tendes? Responderam: Sete e alguns peixinhos.

35 Então, tendo mandado o povo assentar-se no chão,

36 tomou os sete pães e os peixes, e, dando graças, partiu, e deu aos discípulos, e estes, ao povo.

37 Todos comeram e se fartaram; e, do que sobejou, recolheram sete cestos cheios.

38 Ora, os que comeram eram quatro mil homens, além de mulheres e crianças.

39 E, tendo despedido as multidões, entrou Jesus no barco e foi para o território de Magadã.

 

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